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Mariana em Utrecht
Breve passagem pelo pais das Flores

03/07/2007 GMT 2

Arrival

marianalmeida @ 21:53

(Numa primeira fase o blog vai ser pobre em fotos, dado nao as ter no computador ainda, e em linguagem pois o teclado esta no alfabeto holandes e pelos vistos eles nao sao muito dados a acentuacao nem nada que se pareca)

Dia 1
1/9/07

Acordei por volta das 8 horas locais no Mallie Hotel, tomei banho e desci com o meu pai para irmos tomar o pequeno almoco. O meu pai acompanhou-me ate Utrecht para se certificar que eu ficaria bem instalada e para eu nao cair de para-quedas nesta cidade que parece estar 24horas adormecida.
Tinha chegado o dia em que ia buscar as chaves do meu apartamento e conhece-lo. Como sera? Aposto que tera uma sala enorme, com uns 2 sofas, uma grande cozinha...desisti de imaginar...nao sou de adivinhar o futuro e tenho medo de criar grandes expectativas e depois...nada.
Comi 2 croissants, very freench mas nao faz mal, bebi o bom do sumo de laranja natural e abalei a caminho do apartamento. Apanhei o autocarro 11, ia carregada de coisas e o meu pai tambem, pedi os bilhetes e sentei-me.
O Hotel ficara para tras e agora so via ciclistas a cruzar o meu caminho. Laranja, Vermelha, Azul, Preta, com fitas, sem fitas, havia bicicletas de todas as formas e feitios...e eu ainda nao escolhi a minha.
O autocarro parou e eu sai. Estava uma fila enorme no sitio onde eu tinha de ir buscar as chaves. Fiquei umas 2 horas a espera, mas finalmente tinha as minhas chaves na mao, eram 4. A senhora explicou-me que o predio era ao virar da esquina. Ora, eu virei a esquina e vi um predio lindissimo, ao estilo dos do Estoril, uma coisa maravilhosa. Procurei o 839 e nada...dei mais uma volta e nada. O meu pai a desesperar porque eu nao tinha percebido bem, porque eu nao tinha perguntado bem, etc etc... Fui de novo ter com quem me tinha dado as chaves e disse nao ter encontrado o apartamento. O senhor disse: "The building has a bridge between" e eu "ok" com os olhos bem abertos como quando se esta em estado de choque.
Fui ter com o meu pai, que tinha deixado pendurado, e enquanto caminhava olhava para cima para tentar encontrar a tal ponte. Estava agora a minha frente duas torres enormes com outro par atras, do estilo das antigas torres gemeas americanas, com tres pontes entre elas que a mim mais pareciam aqueles contentores que os barcos transportam.
Cheguei la perto e olhei para um mapa. O 839 indicavao primeiro predio e eu fiquei mais animada. Abri a porta com uma das quatro chaves e dirigi-me ao elevador. La indicavao 839 no 14 andar. Se o elevador fosse rapido tudo bem, mas nao era lento, e eu sou claustrofobica, e eu ja nem controlar a respiracao controlava, e nunca mais chegava a cima, e o meu pai achava que eu estava a gozar, e e e e cheguei. Havia outra porta a dizer brug 839, a palavra nao percebi, mas o numero era internacional.
Abri e atravessei o que chamo o verdadeiro corredor da morte. Passo a explicar, e uma especie de ponte suspensa 14 andares acima do chao e completamente a descoberto. Num dia ventoso ainda vem alguma coisa parar ca abaixo. Cheguei ao fundo do corredor e do meu lado esquerdo estava o meu numero da porta, e o que mais estava do meu lado esquerdo? sim, a ponte!
Ora bem, nao vou ficar a morar debaixo da ponte e cert, mas tambem nunca desejei morar numa!
Vou abreviar um pouco agora. Cheguei ao meu quarto, abri a porta e estremeci. Estava vazio, cheirava a mofo e na minha porta havia um autocolante a dizer "Beware oh the dog". Seria eu o cao?
Deixei as minhas malas, virei costas e nem quis saber de cozinhas, salas e tudo o que previament imaginara...
Nessa noite nao dormiria la dado o meu pai estar ca e ter reserva para mais uma noite no hotel. O resto da tarde foi passada a passear e a matar as saudades que iria ter do meu pai ja no dia seguinte.
A noite, tempo tive de ver a Sonia Araujo a dancar, muito bem por sinal, e ouvir o comentario de uns ingleses que percebiam tanto de danca como eu de manutencao das casas de banho.
Adormeci a pensar no que me esperava no dia seguinte e acho que me levou a noite toda e o sonho agradavel que poderia ter tido...

Mariana Almeida

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