yo-yo
4/02/08 - Look who returns?!
É verdade, passados 5 meses volto para contar as minhas aventuras, que acreditem: foram muitas!
Primeiro que tudo tenho de pedir desculpa pela ausência, parcialmente culpa minha, mas a verdade é que, no último dia que escrevi fui contactada por uma editora a dizer que estava interessada em publicar um livro a partir do meu blog e como tal não poderia continuar a escrever. Nessa semana fui escrevendo manualmente mas acabei por me cansar e desisti. Agora voltei porque li recentes comentarios e senti-me motivada.
Vou ser breve nos acontecimentos passados.
Outubro:
Visita da minha mãe!
Um mês após a minha partida a minha mãe visita-me e como seria de esperar, para além de uma limpeza geral no meu quarto e no resto da casa, comprou um montão de coisas para decorar o meu quarto e finalmente puder usar o pronome possessivo MEU.
New roomie!
Chama-se Helena, é Portuguesa e vive no quarto número 6. A Raquel foi embora no final de Setembro e agora tenho com quem falar português. Menos mal, não parecerei turista quando voltar ao meu país.
Crush: 1
Novembro:
Visita a Portugal!
Fui a Portugal com o intuito de ver o jogo de futebol Sporting x Roma e, por muito "excitante" que o jogo tenha sido e mesmo estando empatados até ao último minuto (o empate dar-nos-ia acesso a continuar a lutar para passar a fase de grupos), os italianos marcaram no derradeiro minuto.
Novas aulas,Novas decisões!
Tive de me inscrever em novas disciplinas e aquando da inscrição na segunda, a senhora professora não foi muito simpática e, sem me conhecer, disse que iria chumbar e nem valia a pena frequentar a disciplina. As minhas glândulas lacrimais decidiram competir nesse momento e, pela velocidade com que as lagrimas escorriam pela minha cara posso muito bem dizer que a corrida ficou empatada. Percebi esta barreira como um aviso e quis abandonar o programa. Informei-me na mesma altura sobre as disciplinas disponiveis para o segundo semestre e mais um sinal: não havia nada que dissesse respeito ao curso de comunicação social/jornalismo e, as que havia, estavam reservados a "english native speakers only". Agora tinha mesmo de desistir, não ficaria aqui a fazer disciplinas que não se relacionassem minimamente com ciências socias/humanas. Tudo preparado para partir em finais de janeiro.
Dezembro:
Acidente!
Anoitecer do dia 3 de Dezembro aquando do meu regresso do centro da cidade onde tinha ido tirar umas fotocópias, fui atropelada por um .. BMW Z3. Ok, estou a brincar, não que o carro não interesse, mas o relevo da noticia é o atropelamento. Eu passei o sinal verde, ele o vermelho; eu ia de bicicleta, ele de carro; eu fiquei parada no chão, ele seguiu viagem à mesma velocidade. Nice?! Pois não, a minha linda bicicleta ficou desfeita, pobrezinha, e o meu estado físico não ficou agradável não. Abri a cabeça e fiquei com nódoas negras pelo corpo fora. Apesar de tudo acho que tive "sorte".
Chovia. Fui a pé até a casa, com a bicicleta pela mão, a sangrar da cabeça, calças rasgadas e pé torcido. Quando cheguei todos dormiam e eu não aborreci ninguém a propósito do meu incidente. No dia seguinte, e após passar a noite com gelo na cabeça e sem conseguir dormir, fui até à farmácia mais próxima e o farmaceutico, muito simpático, "colou-me" a cabeça com silicone e pediu-me para voltar no fim da semana para ele a verificar. Depois disso fui tratar da bicicleta, que trouxera de novo pela mão, e o arranjo foi tão caro quanto comprar uma bicicleta nova. Agora quando a vender, temos pena, mas não vai ser barato!
Sinterklass!
O Natal dos Holandeses. Reza a história que vem um bispo de Espanha, de barco, e desembarca por terras holandesas para distribuir prendas.
Eu, a Helena, o Florian (amigo dela), a Judith, uma amiga da Judith e o Chao, fomos até ao centro da cidade para ver chegar o sagrado senhor. Não que estivesse à espera de uma prenda, mas diziam que era bonito de se ver, e foi. Miúdos e graúdos mascarados de ajudantes do Sinterklass, a desfilarem pelas ruas de Utrecht após terem recebido o bispo no canal e agora a seguirem o seu cavalo pela cidade fora. Acabámos o dia num café a conversar, fofocar e mais verbos acabados em ar.
Jantar de Natal/Karaoke Night!
Poucos dias antes do Natal, e porque cada um de nós passaria o Natal na sua terra natal, fizemos um jantar de Natal (cozinhado pela Athena, Rob e eu) seguido de uma troca de prendas. Eu comprei um estojo de maquiagem à Judith e recebi um DVD de Karaoke da Athena. A prenda foi apenas o mote para começar a noite de cantorias. No começo, sentados nos sofás, envergonhados e acanhados, cantarolavamos a letra que aparecia no ecrã. Depois, com alcool à mistura e desta feita já com mais músicas tiradas da internet, só estava sentado quem já não se aguentava de pé. Eu não preciso de muito para me libertar, e se tenho companhia então..caldo entornado! Ficámos a cantar até às tantas da noite e acabámos a festa com chave de ouro (na minha opinião). O Rodrigo foi buscar a viola dele e dedilhou umas músicas enquanto os que as reconheciam cantavam. Eu sempre sonhei passar um serão ao som de uma viola. Claro que imaginei numa praia à volta de uma fogueira mas, um apartamento de estudantes em Utrecht sempre foi a minha segunda opção !!
Natal!
Foi bom regressar a casa e estar rodeada daqueles que me fizeram mais falta. Dei a noticia de que voltaria em menos de um mês por não ter equivalência às disciplinas de segundo semestre. Apesar de terem ficado tristes por mim ficaram contentes por me terem de volta. A despedida não custou, porque o regresso era para breve.
<Janeiro:
Surprise Party:
Bem, não literalmente, a surpresa da parte foi mesma a minha não resistência à investida do meu vizinho do lado. Numa festa, algures perto de casa, digamos que eu e o Rodrigo, "the guy next door", curtimos. Como eu detesto a palavra curtir, mas assim escuso de estar a dar voltas ao assunto. Foi uma atitude irreflectiva e mais a mais eu estava de partida.. O beijo da despedida chamemo-lhes.
Coffeshop:
16 de Janeiro foi o dia em que pisei uma coffeshop pela primeira vez. Um barco, nada mais apropriado! Sem fumar parecia estar sob a influência de alguma outra droga, tal era o meu entusiasmo. Comprensivel por estar a viver os meus últimos dias com estes que agora posso chamar amigos. Fui a palhaça de serviço e, se ainda não sabiam a minha vida toda, ficaram a saber um bocadinho mais. Depois da coffeshop fomos, ou alguns de nós, jantar ao Florin, um café próximo. Sentei-me ao lado da Athena, a rapariga com quem tenho mais afinidade/proximidade e ela estava tristinha. Disse que não queria que eu me fosse embora e perguntou se havia alguma coisa que pudesse fazer. Disse que duvidava e ao dizer isso chamei à atenção do resto do pessoal que estava à mesa. Uniram esforços para me convenverem a ficar e eu, como não tinha tantas saudades da minha familia como há dois meses atras (por ter estado com eles no natal), comprometi-me a investigar o que poderia fazer para ficar. Liguei imediatamente aos meus pais para saber o que achavam e deram-me forças para ficarem ao notarem entusiasmo na minha voz. Os dias que se seguiram foram cansativos para tentar ficar e acabei por conseguir.
Mãmã volta a Utrecht:
Com viagem marcada desde Dezembro e impossibilidade de a cancelar, a minha mãe voltou a Utrecht (viagem esta com o objectivo inicial de me ajudar a emalar tudo). Enquanto cá esteve fomos a Haia e a Roterdão. Adorámos a primeira, não tanto a segunda. Fomos às compras e no último dia do mês voltámos a Portugal.
Crush: 2
Fevereiro
All over again:
As lágrimas no aeroporto, desta vez mais que nunca por não saber quando voltava ou se só voltava em Junho. Apesar de ter estado ausente por apenas 4 dias fui recebida com imensa excitação e alegria. Sabiam que agora vinha para ficar. O ambiente entre mim e o Rodrigo ainda estava esquecito mas decidi esquecer para seguir em frente.
Viva la vida loca:
Não sei se para esquecer se apenas para me divertir, a verdade é que em meados de setembro, no bar Havana, conheci um rapaz por quem fiquei interessada, naquela noite! A noite correu muito bem e tal, ele era Português e eu por concidência também, ele era querido eu, dizem que sim mas, e porque há sempre um grande e gordo mas, não houve CLICK, pelo menos da minha parte e quando no dia seguinte ele quis combinar um café eu tinha de ter uma desculpa. Não culpa dele, mas por minha culpa, minha máxima culpa não deu certo. Ah! Horas mais tarde surgiu um rumor de que ele tinha namorada e eu detestei saber que poderei ter sido, mesmo que por uma outra, a "fucking slut" que arruinou a relação de um casal de pombinhos.
Bem, acho que vos pus a par de quase tudo, ou pelo menos do possível. Sabem mais que os meus pais por isso =)
Vou tentar voltar brevemente mas estou cheia de trabalho até dia 19 de março, dia do pai.
Besito
Mariana Almeida

Do Melhor
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